22 de janeiro de 2017

Rompendo as Grades da Prisão






 O trabalho da Universal nos Presídios tem avançado a cada dia e ultrapassado as grades da prisão, os voluntários que dedicam parte do seu tempo no atendimento direto aos detentos dentro das unidades prisionais levando a palavra de Deus, sabem que quando estes cumprem sua pena e alcança à liberdade, o trabalho precisa continuar, até porque, esses homens e mulheres que abraçaram a fé que transforma dentro do cárcere, precisam de um suporte para permanecer nessa nova fase da vida, seguindo os ensinamentos e direções recebidas.

  Foi com esse pensamento que a Universal nos Presídios do estado do Espírito Santo iniciou um trabalho de discipulado com ex-internos, na última semana finalizamos nosso primeiro acompanhamento. No período de três meses realizamos um estudo do livro Nos Passos de Jesus, obra escrita pelo bispo Macedo, que tem por finalidade preparar homens e mulheres para a batalha espiritual daqui em diante, com base nesse ensinamento estamos ajudando essas pessoas a se desenvolverem no conhecimento do Senhor Jesus, aprendendo a colocar em prática a fé salvadora e transformadora que receberam ainda na penitenciária.
  
 Ao longo dos três meses nos reunimos semanalmente na casa de uma ex-presidiária e estudamos o livro, no término de cada lição uma tarefa era deixada, para que ela pudesse colocar em prática e desenvolver o que aprendeu, o estudo começou com nossa discípula ainda cumprindo prisão domiciliar, logo após a saída de seu alvará começou a participar das reuniões diretamente na igreja Universal, vindo a se entregar de corpo, alma e espírito por meio do batismo nas águas.
   
 Sabemos o quão difícil é para um ex-detento recomeçar, portanto nosso trabalho vai além, rompendo as grades das prisões e os conduzindo a viverem de fato em novidade de vida.




Colaborou: Mídia UNP - ES

19 de janeiro de 2017

Quanto Vale um Dia?





 Muitos vivem hoje mergulhados em uma rotina tão intensa de compromissos que nem notam os dias passarem, querem ver seus projetos, planos e sonhos realizados, mas esquecem de aproveitar um presente que ganham diariamente e que nunca mais poderão recuperar. Exatamente, o tempo.

 Tratamos com descaso os 86.400 segundos, que recebemos todos os dias para gastar da maneira que quisermos. Realmente não damos valor, mas você já se imaginou sem ter noção do tempo? Sem saber que dia é hoje? Que horas são?

 Mas é exatamente desta maneira que vivem os que estão encarcerados, muitos não sabem o dia, o mês, perdem completamente a noção do tempo.

 Foi por isso que a UNP preparou 890 calendários de 2017 especialmente para distribuir aos internos dos presídios UPRSL 4 e 5, no Maranhão. O evento ocorreu nos dias 19 e 21 de dezembro e contou com a presença do pastor Venino Aragão de Souza, responsável pela UNP no Maranhão, que fez questão de entregar os calendários pessoalmente aos internos, juntamente com a presença de sua esposa Estela Maris de Souza e mais três obreiras.

 Ele nos conta em detalhes o motivo que o fez tomar essa iniciativa:

 “Em 2008, quando eu e uma equipe de voluntários chegamos no presídio para realizar a evangelização interna com os detentos, ao chegar na quadra onde eles tomam banho de sol, eu vi um homem tentando fazer um tipo de calendário, quando eu me aproximei ele me perguntou – Pastor! Que dia é hoje? – Eu respondi a ele e perguntei – Porque você está querendo saber que dia é hoje? E o que é isso que você está tentando fazer? – Ele me respondeu – É um calendário. Aqui neste lugar a gente se perde no tempo. – E depois de ouvir essas palavras eu fiz um voto com Deus, todos os anos, enquanto eu estiver nesse trabalho, trazer calendários para todos os internos, e assim tem sido todos os anos desde então.

 Quando os detentos recebem os calendários, a primeira coisa que fazem é procurar o dia de seus aniversários, de suas audiências, e também o dia em que foram presos, para contar quanto tempo falta para estarem livres novamente. ”





Colaborou: Mídia UNP - MA

13 de janeiro de 2017

Tinha Tudo para dar Errado!




Meu nome é Aparecida dos Santos, tenho 50 anos, sou viúva, empresária, e o que eu vou contar a seguir é a minha trajetória percorrida até aqui, que é algo realmente muito forte.

Minha juventude foi de muito sofrimento, meu padrasto bebia muito, haviam muitas brigas dentro de casa por conta da bebida, a casa era um inferno e quase fui violentada pelo meu padrasto. Foi horrível!

Após este incidente foi quando eu iniciei no mundo das drogas. Por muito tempo fui usuária de cocaína e quando certo dia eu estava em uma casa onde eu comprava e consumia drogas, conheci o meu marido. Justamente neste dia chegou um rapaz trazendo certa quantidade de drogas para abastecer aquele ponto de vendas, começamos a conversar e em pouco tempo passamos a namorar e nos casamos.

 Depois do casamento eu parei com os vícios e ele parou com as vendas, por conta dos dois filhos que vieram a nascer, certo dia tivemos uma briga seria e chegamos a uma separação onde ele desestruturado emocionalmente começou a vender drogas novamente, foi então que a polícia pegou ele com muitas quantidades de drogas, ele foi preso e condenado a três anos de cadeia.

Durante as visitas, por não ter ninguém para cuidar dele, tornamos a nos reconciliar, foi uma época muito difícil, eu estava com duas crianças e tinha que leva-los comigo para dentro do presidio. O lugar era muito carregado e o clima era muito difícil, na época trabalhava muito como doméstica e não tinha ninguém que me ajudasse, foi então que comecei a usar cocaína novamente.

 Depois de um tempo meu marido saiu da prisão e começamos a nos erguer financeiramente, abrimos um bar e foi quando as coisas começaram a caminhar. Nossos filhos nesta época já eram crescidos e viam constantemente brigas entre eu e meu marido, as brigas eram sempre por causa das crianças pois ele me acusava que eu não as educava de forma correta, pois os meus filhos também começaram a usar drogas, foi então que mais uma vez brigamos e nos separamos, eu caí de uma forma pior nos vícios.

Um dia quando eu voltava do meu trabalho, fui direto para o ponto de venda de drogas onde eu consumia cocaína. Próximo do local, ouvi um grito de uma pessoa desesperada, quando vi era meu filho que estava sendo prezo pelo policial. Neste momento meu instinto de mãe falou mais forte! Eu agarrei o policial e fiz soltar meu filho, que fugiu, o policial ficou muito irritado com a minha atitude. Neste momento o policial me revistou e encontrou comigo uma pequena quantidade de drogas que ele mesmo havia colocado, ele me levou para delegacia e fui condenada a um ano e três meses de prisão injustamente. Ironicamente a situação se inverteu, eu que antes visitava meu marido na prisão, agora aguardava as visitas dele, era o meu marido agora quem me visitava na prisão.

 Dentro da prisão fui evangelizada por um voluntário da Igreja Universal, tudo aquilo que ele falava tocou fundo dentro de mim, eu aceitei aquelas palavras, fiz um pacto de obediência, de sacrificar tudo de errado e entreguei a minha vida a Jesus. Logo depois soube que o meu filho mais velho fez a mesma coisa do lado de fora, havia deixado o mundo do crime e também estava buscando a Deus.

 Quando saí da prisão fui direto com meu filho a uma igreja Universal. A partir daquele dia passei a ter um compromisso com Deus de fato e de verdade, eu e meu marido começamos a construir nossa vida novamente e abrimos um comercio no ramo de produtos para piscinas, tudo com muita luta e dificuldade, mas estávamos crescendo.
 Certo dia meu filho mais novo, que ainda estava no mundo da criminalidade, apareceu em casa no meio da noite todo ensanguentado. Contou que tinha brigado na rua, meu filho mais velho já afastado da igreja, se revoltou, pegou uma arma com um amigo, chamou o irmão agredido e foi atrás do agressor. Chegando no local onde o agressor se encontrava meu filho mais novo (o que tinha sofrido as agressões) matou o agressor com dez tiros. Um ano depois os dois foram presos.

O mais velho pegou um ano e o mais novo dezesseis anos de prisão. Nessa época o pai não tinha mais condições de ir ver os filhos encarcerados, pois a doença o havia debilitado.

Agora eu me encontrava com dois filhos presos e o marido internado. Mesmo assim continuei usando a minha fé, fazendo meus propósitos com Deus e lutando pela minha família.

O filho mais velho se converteu de verdade dentro da prisão através das reuniões feitas pela UNP dentro das unidades prisionais; meu marido faleceu me deixando com muitas dívidas. Mais através da fé consegui pagar uma por uma. Lembro que nesta época comprávamos um balde de cloro e hoje em meio a crise compramos de carreta fechada. Comprei meu carro, tenho a casa, que é a mais bonita da rua onde moro, meu filho mais velho foi solto, o mais novo já se converteu graças a DEUS. Hoje eu e meu filho mais velho vamos juntos para a igreja.





Colaborou: Mídia UNP Jaçanã

6 de janeiro de 2017

Café da manhã Especial de Natal





No último sábado, dia 23 de dezembro os voluntários da UNP – SP do bloco sul e oeste organizaram o último café da manhã do ano de 2016 para os familiares de detentos, no CDP de Pinheiros.

 O evento contou com o apoio de mais de 30 integrantes, alguns chegaram antes mesmo do dia clarear. No intuito de ajudar cada vez mais os familiares, o grupo realizou uma pesquisa rápida com 83 familiares para avaliar como eles veem este trabalho e quais os resultados na vida dessas pessoas. Antes, durante e após o café ser servido, 5 voluntários saíram entrevistando familiares entre 19 e 73 anos de idade. A grande maioria sendo mulheres, entre elas; mães, esposas, filhas e irmãs.

 Na oportunidade, os voluntários presentearam cada familiar com um DVD da palestra realizada com o Bispo Macedo “ Como a mulher sábia pode edificar sua casa “.

 Vejam agora o resultado desta pesquisa.

O que você acha do trabalho de evangelização dentro e fora dos presídios, realizado pela igreja Universal?
Ótimo: 44       Bom: 38          Ruim: 1

Você já participou de uma reunião na igreja Universal?
Sim: 50           Não: 33

Você tem alguma experiência boa em relação a este trabalho? Algo que te ajudou, podendo ser uma palavra de animo, um livro ou uma oração.
Sim: 60           Não: 23 (grande parte destas pessoas estavam ali pela primeira ou segunda vez)

Você conhece algum outro meio de divulgação deste trabalho? Podendo ser: O blog, página do Facebook ou programa de rádio.
Sim: 38           Não: 45

 Você já participou de uma reunião no templo de Salomão?
Sim: 20           Não: 63

 Você já recomendou ou recomenda que teu ente querido participe das reuniões realizadas dentro do CDP pela igreja?
Sim: 69           Não: 14

 A ideia da pesquisa nasceu com o intuito de saber onde o grupo pode e deve melhorar e ao mesmo tempo fazer com que cada um dos familiares venha refletir nas perguntas que ouviram e nas suas respostas. Em 2017 o grupo UNP chegará com mais força ainda. 



Colaborou: Mídia UNP - SP Bloco Sul